Taxa de ocupação hoteleira: como anda a do seu hotel?

          Uma dúvida recorrente entre quem trabalha com hospedagem está relacionada à taxa de ocupação hoteleira. Gerentes de hotéis costumam ter dificuldades quando avaliam a própria métrica, especialmente no momento em que a comparam com a de empresas concorrentes.

          A preocupação aparece quando se entende tal indicador como baixo. Os dados mais recentes sobre a ocupação hoteleira no Brasil foram apresentados pela STR em setembro de 2016, conforme noticiou a Revista Hotéis. A estatística indica que a taxa de ocupação hoteleira no país está em 52,5% com diária média de R$ 300 e RevPar em R$ 157. Contudo, outros fatores devem ser analisados em conjunto para se ter um diagnóstico preciso da realidade de um hotel.

          Pensando nessa “dor” do mercado em relação à taxa de ocupação hoteleira, produzimos este post com algumas orientações. Confira:

O que é a taxa de ocupação hoteleira?

          Vamos começar conceituando a taxa de ocupação hoteleira. Trata-se da porcentagem de quartos oferecidos em um hotel que estão ocupados em um período específico – anual, mensal, diário, para o verão, inverno ou eventos. O que se deve ter em mente é o período a ser analisado. Explicamos: se o que lhe interessa é saber como está em relação ao restante do mercado, é imprescindível fazer a comparação do seu hotel e dos demais em relação ao mesmo período. Por esse motivo, o recorte mais utilizado é o anual.

          O valor pode ser obtido de duas formas: pela divisão entre o número de quartos ocupados e o número de quartos disponíveis (1) ou pela divisão entre a receita por quarto disponível (RevPar) e a diária média (2). A primeira delas é utilizada para deduzir as taxas nacionais. A diferença nas fórmulas dá brecha para uma interpretação interessante, que vamos abordar no próximo tópico.

Tarifa versus ocupação

          A taxa de ocupação hoteleira normalmente indica quão bem determinada empresa está indo nas reservas, ou seja, o sucesso de vendas de um hotel. No entanto, esse número precisa ser analisado em conjunto de outras métricas, como as de Revenue Management (RM), para que se tenha uma compreensão fiel da realidade do negócio. Em suma, é necessário contexto, até porque um hotel pode ter taxa de ocupação considerada excelente, diária média e RevPar ótimos, mas não necessariamente estar lucrando, por motivos como despesas demasiadamente elevadas para manutenção dessas métricas.

          E é exatamente essa a proposta da segunda fórmula que colocamos acima. Por levar em consideração a taxa média da diária cobrada pelo hotel, ela consegue identificar se não se está cobrando uma tarifa muito baixa simplesmente para aumentar a taxa de ocupação hoteleira. Afinal, de que adianta ter 100% de ocupação, se o que você está ganhando de verdade é só status, e não resultados consistentes? Mas, não se assuste, as duas fórmulas levam aos mesmos resultados, o que muda em relação à segunda é que você estará olhando melhor o contexto que falamos acima. Nesse caso, levando em consideração o RevPar.

          Por vezes, uma ocupação menor, mas com maior ganho acumulado, pode ser mais interessante. Outro aspecto que costuma acontecer com frequência e que eleva as taxas de ocupação hoteleira, mas que não é necessariamente positivo, é a dominação das habitações por agências de turismo. Essas empresas vendem pacotes a preços baixíssimos, ou seja, abocanham boa parte de seu hotel e não te deixam muito em troca.          

Variações são normais

          O mercado de aluguel por temporada é o maior exemplo de que variações na taxa de ocupação hoteleira são absolutamente normais e que você deve compreendê-las. Não só pela sazonalidade em si, mas por outros fatores, como a localização do seu negócio e o contexto em que ele está inserido – tudo, menos a crise econômica. O próprio levantamento da STR, que citamos no início do texto, indica variações dessa média. Se em Recife há um aumento da oferta hoteleira superior em relação à demanda, em alguns pontos do Rio de Janeiro, como a Barra da Tijuca, há somente 25% de oferta em média. Em Brasília, a diária média cai antes da taxa de ocupação, por exemplo, o que infelizmente não acontece na maior parte do país. Além da região, a taxa de ocupação hoteleira varia conforme o segmento – turismo ou negócios.

          O que se pode extrair desses números é sobre a necessidade de sempre olhar o contexto quando se for analisar a taxa de ocupação hoteleira. Seu hotel pode ter um indicador baixo em algum período do ano, mas não o ano inteiro, porque você pode revertê-lo. Da mesma forma, é altamente indicado olhar para dentro: analise a sua própria performance em relação a períodos anteriores. Fica mais fácil melhorar em relação ao desempenho já obtido anteriormente.

Como aumentar essa métrica?

          Além de trabalhar pela venda direta, permitindo que o seu hóspede faça a reserva diretamente em seu site, é interessante que você invista em um mix saudável de espaços (como o próprio site ou página no Facebook) para ser exibido na internet. Esse aspecto é primordial por permitir ganhos sem perda em comissões e ainda dá a chance de você construir relacionamento com os clientes, já que tem acesso a um volume de informações relevantes sobre cada um deles. Em outras palavras, pode fazer campanhas de marketing assertivas e diretas a fim de retê-los. Uma dica importante é tentar impactar os hóspedes que optaram por viver viajando, eles tem uma propensão maior a reservar por mais tempo na baixa temporada justamente por ter uma vida móvel.

          Também é importante garantir que todas as online travel agencies estejam trazendo as reservas esperadas. E, para organizar todos esses canais de venda, não abra mão de uma solução unificada que conecte todas as ferramentas do seu hotel, traga mais agilidade na gestação, inteligência na precificação e distribuição. Esse tipo de sistema pode identificar se alguma ponta não está funcionando bem e, na sequência, você pode corrigir para aumentar a taxa de ocupação hoteleira.

          Por fim, ainda indicamos que você trabalhe em conjunto com bureau de turismo locais a fim de “vender” o destino. Tão importante quanto aliar-se às associações turísticas é disponibilizar informações sobre cidade onde o hotel está inserido. Uma cidade que fez isso muito bem foi Gramado (RS). Se antes, o município da serra gaúcha só apresentava taxa de ocupação hoteleira expressiva no inverno, atualmente essa é uma métrica constantemente alta o ano inteiro, já que as atrações do local não deixam a desejar, até mesmo no verão.

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